Como parte das ações do Maio Laranja – mês dedicado à mobilização nacional pelo fim da violência sexual contra crianças e adolescentes – o Fórum DCA, do qual o Instituto JCA integra a secretaria executiva, promoveu no dia 21 de maio a roda de conversa “Proteção na Era Digital: prevenção de crimes sexuais online, bullying e cyberbullying”.
O evento foi realizado no auditório da SEEDUC (Secretaria de Estado de Educação – Diretoria Regional Baixadas Litorâneas), em Niterói–RJ. “A SEEDUC, entendo a importância do tema, acolheu a sociedade civil e a comunidade escolar em seu espaço para que tivessem a oportunidade de ampliar o conhecimento sobre o tema”, contou Kenia Costa, analista de projetos sociais do Instituto JCA.
O encontro contou com a participação do perito cibernético e mestre em criminalística, André Lopes, que também é doutorando em criminologia forense. Durante a palestra, Lopes apresentou um panorama atual dos crimes virtuais e destacou os impactos emocionais, sociais e legais dessas violências na vida de crianças e adolescentes. Além disso, abordou estratégias de prevenção e formas de atuação diante de violações de direitos no ambiente digital.
Para Lopes, preservar evidências digitais em casos suspeitos e o trabalho em conjunto com escola, saúde, família e comunidade é fundamental para identificar sinais e orientar famílias. “Os profissionais da educação são peças-chave na proteção. Muitas vezes, serão vocês que receberão a denúncia, que acolherão uma criança vítima”, destacou o especialista.
A roda de conversa também contou com a presença da professora doutora Shayane Lopes, linguista pela UFF e idealizadora do projeto Cultura de Proteção: Prevenção ao Abuso Sexual. Em sua fala, ela reforçou o papel estratégico das instituições de ensino na rede de proteção.
“A escola é, sim, um elemento estratégico de proteção. Mas, para isso, o aluno precisa saber que a escola tem esse papel, e a própria escola precisa assumir essa responsabilidade. Como professores e gestores, devemos entender nosso papel nesse processo, porque, muitas vezes, a família não fornecerá essas informações”, explicou Shayane.
Mobilização que fortalece a rede de proteção infantojuvenil
O evento foi realizado pelo Fórum Popular Permanente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Niterói, criado em 1993, que tem a secretaria executiva composta pelas organizações Bem TV, CEJOMM, Infância Protegida e Instituto JCA — com apoio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) Niterói. Estiveram presentes membros da sociedade civil, professores e gestores da rede pública de ensino.
Para o Instituto JCA, fazer parte da organização da iniciativa é uma forma de reafirmar seu compromisso com a criação de ambientes seguros e acolhedores para os jovens. “Falar sobre crimes online, bullying e cyberbullying é urgente. Precisamos escutar os adolescentes, orientar os educadores e mobilizar a sociedade para agir em prol dessa causa”, afirma Kenia Costa.
Conheça algumas ferramentas de proteção digital
- Aplicativos de controle parental, como Qustodio e Family Link
- Configurações de privacidade nas redes sociais
- Educação digital desde cedo
- Denúncia fácil, como Safenet e o Disque 100
